|
Quem fala não é quem escreve.
E quem escreve é apenas a ponte que ligará.
Os que escrevem têm o direito de redigir um - E - maiúsculo no meio de uma frase. Ele tem razão transformar um objeto para o tempo gerúndio, ele pede por - ç - ao invés de - ss -, poderá ainda afirmar que não existe o - M - antes do - A - ou - P -.
Em outra semelhança, existem os vivedores, que apreciam o árido sem andar na terra sem vida rachada, demonstram afeto por um simples verme que o fez mal, desconstitui uma linha que o padrão fez. Este, apesar das diferenças não agride e trabalha para que ninguém faça. Porque quem mais se movimenta são os pensamentos parasitas, o externo é fácil e passageiro, como um pedestre em um ponto de ônibus.
As datas, em qualquer dia são importantes, porque são dias. Serão ao final de uma jornada um resumé de intenções passadas e recebidas. Os dias são valiosos, as experiências são latentes, a riqueza está se transformando.
O dia da celebração da glória alheia é apenas e tudo, o dia da celebração alheia. A vitória de uma conquista, abdicação de um trono, florescimento da água, flash de uma câmera que aponta para o plano azul...que interessante!
O escritor transforma os significados para si, despontua o que acha que deverá soar melhor, mexe no entulho que mal-cheira.
Os dias são sagrados, e todos os dias são sagrados, essencialmente ricos. Apesar de já saber, o escritor vive em um meio - celebra, sorri e expulsa a radiação.
Feliz Natal para os dias de todos.
Om
Allan Borges.
25/12/2005
Publicado por Allan Borges
|